30.7.15

30 de Junho de 2015


eu gostava de conseguir explicar com as palavras perfeitas. gostava de conseguir passar para caracteres a certeza daquilo que tantas vezes ouvi mas sempre duvidei. eu sempre sofri de verdadeiras fobias perante as relações. sufocava em algumas e fugia aterrorizada de outras. entre a falta de ar e o medo que não me permitia respirar não há uma opção menos boa. por isso a opção foi sempre fugir. disseram-me: "quando for, será. quando não sentires necessidade de estar alerta, vais respirar sem dificuldade". mas há um momento em que a culpa é inevitável. o momento em que passei a acreditar que eram tudo tretas - a minha histórias não existia, o medo nunca iria desaparecer. "sou uma bruta, nunca deixarei que me carreguem os sacos, nunca saberei viver a dois." e depois tu apareceste. não deixei de ser bruta. mas, às vezes, já não refilo porque não carrego todos os sacos. e peço-te, sem medo, que tomes conta de mim. e deixo-me conduzir, e adormeço, e respiro profundamente. não penso sempre "em casal", mas penso em nós os dois [na verdade em nós, os cinco, sete, vá] em todas as decisões importantes. não mudei em nada, sou igual à pessoa que sempre se sentiu bem [e serena] sozinha. minto, sou igual mas sou muito mais feliz contigo do que sem ti. 

29.7.15

[trabalhar nas férias II]


outro registo, no Óbidos Lagoon. 
fora de casa e sem outras obrigações logísticas, o tempo é muito mais produtivo. 

trabalhar nas férias?


defendo que todos temos direito a férias pagas. mas, enquanto isto não é uma realidade, quando não trabalho, não ganho. por isso, mesmo em férias, estabeleço uma hora, arranjo um lugar com wi-fi [neste caso quanto devorava empadas e broas] e despacho os mínimos. [e, para quem não leu, aqui ficam 8 dicas para férias poupadas e tranquilas]. ficou o registo do momento no Rogil [e já vos mostro outros momentos.]